terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mais um caso de delegacia!

Há muito tempo não me sentia como me senti ontem!


Aproximadamente às 14h fui chamado para acompanhar um procedimento na delegacia, que poderia virar um flagrante. Ao chegar na delegacia fui fuzilado por olhares de uns dez Policiais Militares, que estavam na calçada do estabelecimento público.

Ao entrar na sala onde estava meu cliente, a vítima, algumas testemunhas, o chefe de investigação, policiais civis e militares, o silêncio imperou, era, como dizia um antigo professor, sepulcral (o silêncio)!

Me senti o próprio acusado, mais ainda, eu era “aquele que o defendia”, o mentor intelectual do crime, o comparsa, o apoiador.... o advogado de defesa.

Quando o procedimento foi transferido para outra delegacia o tratamento amenizou, porém “os milita” ainda continuaram com certa grosseria com este defensor!

Descobri, durante o procedimento, que meu cliente, ora suspeito, estava sendo coagido moral e psicologicamente, com ameaças diretas e indiretas, até minha chegada, que ocasionou a transferência do “procedimento” para outra delegacia, posto que aquela não tinha delegado (porque iniciar qualquer procedimento policial em delegacia que não tem delegado?).

Moral da estória: 1) as garantias constitucionais ainda são desrespeitadas; 2) a polícia ainda utiliza métodos da idade média para fabricar culpados; e, 3) advogados de defesa ainda são confundidos com seus clientes.

Pensamento filosófico: Se isso acontece na Capital, não sei o que pensar sobre as comarcas do interior.

Ah! O fim do procedimento? Iniciou-se inquérito policial, suspeito responderá em liberdade.

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