quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Como contratar um advogado criminalista!

Arrumar um advogado criminalista não tem segredo, é como buscar um médico. Abaixo relaciono alguns passos, todos estes elaborados pelo Dr. Cristian Naranjo, de Manaus, que ajudarão na escolha do causídico, então não estranhe se eu for muito direto.

Referência!

Dê preferência para a indicação de um advogado conhecido, busque relatos de conquistas positivas deste profissional, sempre consultando amigos, parentes, enfim, qualquer um que já tenha tido algum contato com uma causa criminal.

Corra dos vaidosos!

É fácil reconhecer um advogado vaidoso: ele não sai da mídia, normalmente atuando nos “grandes” casos. Essa tática de aparecer muito sob a desculpa de “tirar o foco do cliente” é furada. Cria antipatia e deixa o cliente exposto.

Experiência

A experiência contará muito, busque então saber se este já atua há algum tempo na área criminal, pois o advogado que atua há mais tempo, conhece a lei, conhece os detalhes dos processos, dos procedimentos, sabes quais juizes aceitam a liberdade com mais tolerância, quais aqueles que simplesmente não soltam, conhece aqueles que condenam em escala industrial e os que leem os processos. Tal conhecimento ajuda muito no planejamento da estratégia de defesa a ser tomada.

Confiança!

Uma conversa no escritório dele ajudará a desenvolver a confiança. Se voce não confia no advogado, como vai entregar a liberdade do ente querido nas mãos dele? E se após algum tempo voce perder a confiança, busque por outro. É um relacionamento duradouro, precisa de raízes fortes.

Contrate um criminalista!

Quem sente o coração palpitar, busca pelo cardiologista, quem vê tudo embaçado, corre atrás de um oftalmologista. Apareceu pereba na pele? O dermatologista é o cara. Dito isto, pergunto: por que raios um cidadão contrata o advogado trabalhista da empresa para um administrar um processo de réu preso? Ou aceita o advogado do vizinho do primo que cuidou da separação litigiosa junto a uma das varas de familia? Parece redundante mais é absurda a quantidade de pessoas que sequer sabe a especialidade do causídico contratado.

É fato: da mesma forma que um cirurgião-geral, que como o próprio nome diz, possui o conhecimento geral, um advogado que afirma atuar em todas as áreas, dificilmente possui o conhecimento específico. Tal atitude implica na possibilidade do fracasso e, consequentemente, o comprometimendo do direito do cliente. Então na hora de contratar um criminalista, pelamordeDeus, busque garantir que ele atue na área criminal.

Honorário$$$$

Conhecem o famoso ditado “o barato sai caro”? Pois é, aqui não será diferente. Então, na hora do acertar valores cheque se o valor está na média do mercado. Preços muito abaixo da média podem não garantir um serviço de qualidade, podem ser sinal de problema. Um advogado conhecido por seus resultados positivos dificilmente cobrará de você o mesmo que um advogado que não é da área. Cuidado com a economia burra. Quem paga mal, paga duas vezes.

Corra dos milagreiros!

É certo que alguns processos são menos complexos que outros, mas não acredite em milagres. Seu marido foi preso com 10 quilos de maconha? Foi preso fugindo da cena de um assalto com emprego de violência e com uma TV de plasma nas costas? Cometeu um dos crimes tidos como hediondo? Sente e tenha paciência. O advogado dirá pra você o que ele pode fazer, o que pode tentar para obter o resultado, mas valorize a honestidade. É melhor aquele que joga limpo e diz que o caso vai ser resolvido mas tomará tempo, que aquele que vai pedir todas as suas economias prometendo um resultado que dificilmente obterá.

O bom advogado não é aquele que garante o resultado, mas aquele que mostra pra voce as reais chances de sucesso, ou, na or das hipóteses, o que poderá ser feito em caso de um resultado negativo.

Banana não!


O advogado não pode ser um brigão, mas também não pode ser um banana, afinal, de que adianta contratar um advogado que não terá pulso, que não será independente para agir com destemor quando necessário? Uma conversa basta para você sentir segurança.


Concordo com todos os pontos do Dr. Cristian, não brinque com a liberdade alheia, menos ainda com a sua!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Cúmulo da Burocracia

Estive ausente do blog, motivo: acúmulo de tarefas. Mas tenho que postar o que aconteceu comigo hoje:

Fui a Secretaria de Patrimônio da União, em Natal, saber da decisão de um requerimento administrativo. Ao chegar, vi que o requerimento tinha sido parcialmente concedido. A decisão tinha uma lauda e não estava fundamentada, tendo sido enviada para o requerente (meu cliente) pelos correios.

Pois bem, pedi para tirar UMA cópia da decisão (de uma lauda), objetivando ajuizar a ação pertinente, mas tive a seguinte resposta: Preencha uma ficha de solicitação que eu vou emitir uma guia de recolhimento de custas, no valor de R$ 0,12, para ser pago no banco. Quando o Senhor trouxer a guia paga nós temos até cinco dias para deferir e entregar a cópia para o Senhor!

kkkkk....

Começou o meu exercício diário de argumentação: declarei ser advogado e como tal teria direito a consultar o processo, que era público; afirmei que os gastos com a emissão da guia de recolhimento de custas, o formulário da solicitação e a folha deferindo a solicitação seriam mais caras do que a folha da qual eu queria tirar cópia; informei a urgência do caso (queria ajuizar a ação de obrigação de não fazer com pedido de tutela antecipada ainda hoje)... Nada disso foi relevante.

Por fim, saquei meu aparelho celular do bolso e pedi para tirar uma cópia da decisão, pois quando chegasse ao escritório passaria para o computador e imprimiria. Resposta: Não posso autorizar, pois isso é a mesma coisa de cópia!

Retornei ao meu exercício argumentativo: Mas os custos serão meus; demora só 5 segundos; ademais o art. 7º, inciso XIII do Estatuto da Advocacia me possibilita tomar apontamentos de qualquer processo (isso mesmo, já tenho decorado os incisos do artigo citado, pois são as prerrogativas dos advogados, e todo advogado tem que saber), e a foto seria tipo de apontamento; a atendente está descumprindo Lei Ordinária (Estatuto da Advocacia)...

Ela disse: Só um minuto que eu vou perguntar para saber da possibilidade, nunca ninguém tinha me pedido para tirar foto de documento.

Depois de um pequeno chá de cadeira ela volta e diz: Infelizmente não é possível, só com o preenchimento da solicitação, pois nós temos normas internas....

Lá vai eu jogar mais pérolas aos porcos: O Estatuto da Advocacia é Lei Ordinária que é hierarquicamente superior a normas internas, blá, blá, blá, blá....

40 minutos depois... (já tendo falado com outra atendente e com a superior da mesma)

– Imprima a guia de recolhimento e me dê o formulário de requerimento, disse Thyago, puto da vida, saindo daquela Secretaria de Patrimônio Público sem cópia ou foto do documento, mas com um formulário a ser preenchido e a guia de recolhimento, no valor de R$ 0,12.

A ação ficará para quando o cliente receber a cópia da decisão, pois me recuso a ir ao banco, enfrentar fila, pagar um documento de R$ 0,12, fazer uma solicitação por escrito, ir na SPU novamente para protocolar e esperar cinco dias para voltar a SPU e retirar uma cópia de um documento de uma lauda.

Tem gente que não acredita na luta diária do advogado ou acha que é exagero.

Eu digo: Praquele que provar que to mentindo eu tiro meu chapéu.


E quem quiser que conte outra!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Júri adiado!


Prezados leitores, o júri anunciado não se realizou, explico:

Para os bacharéis:

A denúncia foi de tentativa de latrocínio, mas a juíza desclassificou para tentativa de homicídio, remetendo para a outra vara criminal da Comarca, que era a competente para julgar processos do júri. Esta vara utilizou-se desta decisão como se fosse uma sentença de pronúncia, remetendo o processo para julgamento. Eu suscitei o erro, em plenário, pois a juíza da vara competente deveria ter proferido verdadeiramente uma sentença de pronúncia (ou impronúncia, ou de absolvição, ou ainda, desclassificá-lo). A juíza presidente do Tribunal do Júri acolheu minha súplica e irá sentenciar conforme deveria ter feito.

Para os não juristas:

A segunda juíza que atuou no caso errou, em questões de conhecimento do direito (acreditem, juízes erram!).

OBS.: Apesar de ter sido o causador do adiamento (em verdade foi a juíza), não gostei, pois estava com o discurso pronto, agora terei que revisar todo o processo, com novo ensaio e nova preparação, pois provavelmente demorará para o mesmo chegar ao júri novamente (algo me diz que haverão recursos!).

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Vou fazer mais um Júri!



Gostaria de convidar todos, como de fato estou convidando, para comparecer ao Forum de Parnamirim, nesta sexta-feira, dia 08, e assisti mais uma atuação deste advogado na função mais plena da advocacia: a defesa na tribuna do júri!

Depois postarei o resultado aqui!