sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Polícia em Macau? Onde?


Esta semana fui a Macau tratar de um processo que atuarei como assistente do Ministério Público, e lá conversei com o delegado do caso. Perguntei como ia o inquérito policial (que já havia extrapolado o prazo para ser concluído), para minha surpresa ele disse: está parado!

Bem, que estava parado eu sabia, mas não esperava tanta sinceridade!

O delegado me dizia (com um sotáque forte) que não havia material humano, nem viaturas para trabalhar, que não tinha, se quer, um carro para deixar intimações para as testemunhas.

Como pode? onde estão as verbas? cadê aqueles carros que vez por outra o governo faz festa para entregar? não dá pra fazer nada?

Pedi que ele fizesse as intimações que eu mesmo me encarregaria de entregá-las, e foi o que aconteceu, o delegado chamou seu escrivão (que foi chamado de "jumento" porque estava demorando para atendê-lo!), e este fez as intimações.

Incrível que ainda hoje existam cantos assim, onde não existe polícia efetiva, onde falta tudo, onde os superiores não respeitam seus subordinados, onde um crime de homicídio fique impune por puro despreparo da polícia investigativa.

Sei que não deveria expor estas coisas, mas minha indignação foi tamanha (não só com o inquérito que está há meses parado, mas também como o despreparo material e humano da polícia) que tinha que externar.

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