Hoje (09/05/13), em um banheiro fétido de um bar, terminou a vida de um
profissional brilhante. Com quatro tiros na cabeça, vítima da covardia dos
homens, o advogado criminalista Antônio Carlos foi morto por um homem
desconhecido que o seguiu e efetuou os disparos.
Antônio Carlos era pessoa conhecida na Capital Potiguar,
advogado renomado, rico e jovem. Na
gestão de Dr. Paulo Eduardo, frente a OAB/RN, Antônio Carlos foi o Presidente
da Comissão dos Advogados Criminalistas, na qual eu era membro e, em suas
ausências, já o substituir na presidência das reuniões.
Não sei se a morte foi em decorrência de sua atuação
profissional, porém é inevitável fazer a associação.
Profissional de renome, frequentemente batia de frente com
autoridades policiais e judiciais em defesa dos seus constituintes, por vezes
batia de frente com os próprios constituintes, em defesa de seus honorários.
Até aí, nada de extraordinário.
Pecado, porém, na militância criminal, é se envolver
demasiadamente com os casos e com os clientes. É necessário manter uma
distância segura. Alinha é tênue. Não
sei se é o caso, mas comentam.
Não se pode sobressair a qualquer preço. Não se pode deixar
de medir a distância antes de começar a caminhada.
Lembro-me quando assassinaram o colega advogado Anderson
Miguel, ainda no ano passado. Dr. Antônio Carlos, na condição de Presidente da
Comissão dos Advogados Criminalistas, me indicou representante da classe para
acompanhar as investigações. Nunca houve um passo em direção ao(s) assassino(s),
a polícia judiciária, falida, jamais encontrou qualquer suspeito.
Como diz o dito popular: só perde quem morre.
Apesar de irremediável a morte do nobre colega, espero que
haja mais empenho na busca do(s) culpado(s). Acostumado a defender algozes, foi
ele próprio vítima do sistema.
Deus conforte sua família e o receba em um bom lugar. Aos colegas criminalistas, fica a lição.


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