quarta-feira, 30 de maio de 2012

Direito de defesa.


Em um dia desses qualquer, numa escola particular da Cidade de Fortaleza, se dá a seguinte cena:
Um Advogado Criminalista ministra uma palestra falando sobre as profissões, entendendo estar ajudando aos jovens que ainda estão indecisos na escolha de suas profissões, quando uma aluna, que já estava, ao que parece, decidida em NÃO ser ADVOGADA, o indaga:

- DOUTOR, O SENHOR NÃO TEM VERGONHA DE DEFENDER BANDIDO NÃO?!

Silêncio daqueles no auditório. O Advogado já acostumado a encarar Júris e Tribunais dos mais desgastantes, sente um frio na barriga que há muito não sentira, respira fundo, olha para tudo e para todos na esperança de encontrar alguma luz de como responder a garotinha, que tinha apenas 13 ANOS (não muito diferente da idade dos demais ouvintes).

Depois de percorrer quase todo o ambiente do auditório com os olhos, durante a pausa que fez para responder a simples pergunta, o advogado se fixa de forma demorada em uma imagem de Jesus em sua cruz, destas que encontramos facilmente na casa de qualquer cristão. Ainda vidrado na imagem, o Advogado pensa consigo: - Me dê licença meu Senhor, mas vou usar o seu exemplo. Ao que imediatamente inicia sua resposta através do seguinte diálogo:

- VOCÊ ACREDITA EM DEUS?
Silêncio ainda maior (como se desse para medir o silêncio). Afinal, onde Deus se encaixaria na pergunta? Mas a aluna ainda em tom desafiador responde:

- ACREDITO!

- POIS BEM... SE ACREDITA EM DEUS, ACREDITA EM JESUS TAMBÉM! NÃO É ISSO? Continua o questionado.

- SIM, ACREDITO! Foi o que a aluna respondeu sem fazer ideia de como sua resposta seria respondida naquela linha de perguntas e respostas.

- VOCÊ TEM DÚVIDA DE QUE JESUS FOI ACUSADO DE BANDIDO? Perguntou ele de forma a fazer as duas outras perguntas fazerem sentido. Vou deixar os leitores imaginarem a reação da plateia.

- NÃO. Disse a menina, agora mais suavemente.

- VOCÊ SABE POR QUE JESUS MORREU NA CRUZ? Retrucou.

- NÃO. A menina falou já se sentindo vencida.

- PORQUE ELE NÃO TINHA UM ADVOGADO! Finalizou o homem da lei, sentindo-se demasiadamente aliviado naquele momento ao que sucedeu das mais diversas reações na plenária. Uma parte rendeu-se a gargalhada e outros apenas concordaram com a cabeça pensando consigo: Que resposta!

Fará sentida a comparação do Advogado?


(texto enviado por Lucian Garcia)

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