Na última sexta feira eu estava acompanhando um flagrante em uma delegacia da Grande Natal, além de 1 laranja – termo que descreve quem está preso inocentemente – tinha na DP uma bacia de laranjas como produto de crime, explico.
A polícia “estourou” uma “boca de fumo” (em Português: apreendeu vários objetos ilícitos e prendeu pessoas em um local onde se comercializavam drogas), apreendendo droga e uma bacia de laranja.
Exatamente, o proprietário de uma granja próxima a “boca” vinha prestando vários Boletins de Ocorrência de furto das frutas de sua plantação e a polícia, quando do desbaratamento da “boca” (em Português: quando efetuou a prisão dos acusados de tráfico), persebeu que havia uma bacia de laranja no imóvel e efetuou a apreensão, acusando-os de receptação das laranjas.
Perguntei ao delegado como a vítima sabia que as laranjas eram dela, tendo o mesmo dito que a vítima havia estado na delegacia e reconheceu as laranjas! Indignado, perguntei se eram por causa do formato, mas o Doutor não soube responder, afirmando que apenas a perícia poderia confirmar se as laranjas foram, ou não, retiradas da laranjeira da vítima.
Realizar perícia em uma bacia de laranja é cômico. Reconhecer as laranjas é cômico. Mas ser preso por causa de receptação de duas ou três dúzias de laranjas não é cômico.
Falando em cômico, lembrei que durante o depoimento de um dos acusados o delegado perguntou:
- e a droga, era pra quê?
- pra fumar e cheirar.
- e os sacos de embalar dindin, eram pra quê?
- Ora, pra embalar dindin.
Os acusados ainda estão presos, eu ainda não recebi meus honorários, mas já tenho uma boa história, com “H”!


Essa aí foi resenha viu?! rsrs
ResponderExcluir"- e os sacos de embalar dindin, eram pra quê?
- Ora, pra embalar dindin."
kkkkkkkkkkk