Em um dia desses qualquer,
numa escola particular da Cidade de Fortaleza, se dá a seguinte cena:
Um Advogado Criminalista ministra
uma palestra falando sobre as profissões, entendendo estar ajudando aos jovens que
ainda estão indecisos na escolha de suas profissões, quando uma aluna, que já
estava, ao que parece, decidida em NÃO ser ADVOGADA, o indaga:
- DOUTOR, O SENHOR NÃO
TEM VERGONHA DE DEFENDER BANDIDO NÃO?!
Silêncio daqueles no
auditório. O Advogado já acostumado a encarar Júris e Tribunais dos mais
desgastantes, sente um frio na barriga que há muito não sentira, respira fundo,
olha para tudo e para todos na esperança de encontrar alguma luz de como
responder a garotinha, que tinha apenas 13 ANOS (não muito diferente da idade
dos demais ouvintes).
Depois de percorrer quase
todo o ambiente do auditório com os olhos, durante a pausa que fez para
responder a simples pergunta, o advogado se fixa de forma demorada em uma
imagem de Jesus em sua cruz, destas que encontramos facilmente na casa de
qualquer cristão. Ainda vidrado na imagem, o Advogado pensa consigo: - Me dê licença meu Senhor, mas vou usar o seu
exemplo. Ao que imediatamente inicia sua resposta através do seguinte
diálogo:
- VOCÊ ACREDITA EM DEUS?
Silêncio ainda maior
(como se desse para medir o silêncio). Afinal, onde Deus se encaixaria na
pergunta? Mas a aluna ainda em tom desafiador responde:
- ACREDITO!
- POIS BEM... SE ACREDITA
EM DEUS, ACREDITA EM JESUS TAMBÉM! NÃO É ISSO? Continua o questionado.
- SIM, ACREDITO! Foi o
que a aluna respondeu sem fazer ideia de como sua resposta seria respondida
naquela linha de perguntas e respostas.
- VOCÊ TEM DÚVIDA DE QUE
JESUS FOI ACUSADO DE BANDIDO? Perguntou ele de forma a fazer as duas outras
perguntas fazerem sentido. Vou deixar os leitores imaginarem a reação da plateia.
- NÃO. Disse a menina,
agora mais suavemente.
- VOCÊ SABE POR QUE JESUS
MORREU NA CRUZ? Retrucou.
- NÃO. A menina falou já
se sentindo vencida.
- PORQUE ELE NÃO TINHA UM
ADVOGADO! Finalizou o homem da lei, sentindo-se demasiadamente aliviado naquele
momento ao que sucedeu das mais diversas reações na plenária. Uma parte rendeu-se
a gargalhada e outros apenas concordaram com a cabeça pensando consigo: Que
resposta!
Fará sentida a comparação
do Advogado?
(texto enviado por Lucian
Garcia)

