terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Engolindo sapo!

A militância na advocacia é magnífica em todos os seus aspectos. Aprendo muito (a ter paciência).
Na sexta feira, um cliente me liga dizendo que policiais civis estão na sua residência para cumprir um mandado de busca e apreensão. Pedi para aguardarem a minha chegada, objetivando acompanhar o procedimento determinado pelo juiz. Quando chego ao local, foi engano. Não havia mandado de busca, apenas um indivíduo que havia sido preso indicava meu cliente como um dos componentes da sua “quadrilha”. A polícia foi dá uma “incerta”, vulgo “jogar verde”.
Apesar da boa intenção (que o inferno tá cheio), servidores públicos, aprovados em concurso, esclarecidos e conhecedores da lei, agem de maneira desrespeitosa à moral e ao direito, aproveitando-se de quem é humilde e tem pouco estudo.
Por não ter o que temer, foi concedido que os policiais entrasse na residência do meu constituinte. Procuraram... Procuraram... Procuraram... e ... encontraram uma roda de carro na garagem (não um jogo, mas uma única roda), daquelas do aro grande. Levaram para “averiguações”, com ordem do Dr. Bel. Delegado.
Ainda na residência pré-falada, foi mostrada a nota fiscal do jogo de rodas. Em vão.
Delegacia cheia, impressa com holofotes ligados e delegado “Aparício”, não resolvi nada!
Ontem, segunda feira, para lê o inquérito policial, ou parte dele, já que é comum “guardarem” algumas peças na gaveta e só anexá-las posteriormente ao advogado se retirar da delegacia, aguardei mais de uma hora (novamente vai o vulgo: chá de cadeira).
Aí só o exercício da paciência e do twitter (@thyagoamorim).
Li as peças que me foram disponibilizadas. Postarei cenas dos próximos capítulos.