domingo, 7 de agosto de 2011

Resultado do Júri


Não poderia deixar de publicar essa vitória em Plenário.

O júri que iria ocorrer no dia 04 de agosto, realizou-se no dia 05, com mais de 12h de julgamento. Me acompanhando na defesa estavam Dr. Caio Vitor Ribeiro Barbosa, competentíssimo advogado, e a estudante de direito Gabriella Amorim. Do lado contrário estava, como dito no post anterior, Dr. José Hindemburgo, Promotor de Justiça.

A acusação era de crime de homicídio duplamente qualificado - pelo motivo fútil e pela impossibilidade de defesa da vítima - e ainda, lesão corporal grave contra a segunda vítima, isto porque já tinha prescrito o terceiro crime, de lesão corporal leve, pois o disparo que atravessara o corpo da vítima fatal atingiu uma terceira vítima.

Após ouvir várias testemunhas e uma declarante, bem como o acusado, os debates iniciaram após o almoço, tendo sido utilizado cada minuto de cada uma das falas (totalizando 5h de argumentação).

Muitas pessoas passaram pelo plenário, algumas apenas para dar uma “espiadinha” (advogados, estudantes, família dos defensores...), outras ficaram do início ao fim (família da vítima fatal, família do acusado, amigos do acusado, o pessoal da igreja, colegas de farda...).

Exatamente, o acusado é policial militar e, durante todo o dia, vários policiais passaram para conferir o andamento dos trabalhos. A categoria esperava o resultado para saber se o policial pode usar a arma apenas em defesa do próximo, ou também em seu favor, quando se encontrar em situação de perigo, como era o caso em julgamento.

As 20h30min saiu a sentença, após a votação apertadíssima (por 3x4), a juíza Karyne Chagas ABSOLVEU o acusado de todas as imputações.

A emoção tomou conta dos espectadores, bem como do, agora, absolvido!

Momentos como aquele é que faz o advogado criminalista ver que seu trabalho, ao contrário do que todos pensam, não é colocar bandidos em liberdade, mas EVITAR QUE SE FAÇA INJUSTIÇA!

Fiquei esgotado mental e fisicamente, mas cada segundo de argumentação valeu a pena, pois o choro daquele policial, com vários anos de carreira, me tocaram o coração.

Outra satisfação foi quando o pessoal da igreja, que esteve a todo tempo presente, me parabenizaram pela defesa e disseram que Deus me utilizou como seu instrumento!

Leitores, não quero me promover, apenas relatar o que aconteceu e dividir minha alegria nessa manhã de domingo na qual não tenho com quem conversar.