Assim é a polícia civil de Pipa, município do Tibau do Sul/RN.
No ultimo fim de semana de fevereiro/10, um cidadão foi preso sob a alegação de que um sofá, uma mesa e um quadricíclo, que supostamente haviam sido furtados de um Angolano, investidor da região, estava em sua posse.
De fato, os produtos supostamente furtados estavam na posse do referido cidadão. A polícia não quis conversa, prendeu o rapaz em “flagrante”, apesar do Angolano não ter apresentado comprovante de propriedade suposta res furtiva (p.ex. notas fiscais).
Pelo contrário, o cidadão apresentou as notas fiscais dos móveis e trouxe o verdadeiro proprietário do quadricíclo, com a respectiva nota.
Pasmem, o rapaz continuou preso! Por quê? Seria porque o Angolano é milionário? Seria Porque o Angolano, antes de ir à delegacia local, pediu providências à Degepol, formalmente? Seria porque o Delegado desconhece a lei? Não sei.
De outra banda, a juíza plantonista homologou a prisão, por email.
A peregrinação continuou...
Protocolei pedido de liberdade no plantão do domingo. O forum, que fica distante 54 km da delegacia, estava sem juiz e sem promotor, às 16h.
Na segunda, os servidores da comarca passaram o dia em reunião, não tive como falar com ninguém, a não ser o policial da portaria. O pedido de liberdade passou a segunda-feira de folga.
Na terça, à tarde, o alvará foi expedido.
Agora o outro peso e a outra medida:
Uma empresa, que pertencente à esposa do cidadão preso, foi furtada pelo mesmo Angolano, duas vezes, ambas após o episódio já narrado.
Desta vez, o d. Delegado não só deixou de fazer o(s) Boletim(ns) de Ocorrência, como exigiu, para a abertura de qualquer procedimento, as notas fiscais do material furtado.
Estranho? Também achei!
O cidadão? Está em liberdade provisória, aguardando conclusão do inquérito.
A empresa da esposa do cidadão? Está no prejuízo.
O Angolano? Está solto em Pipa, vendendo tudo que “pega”.
A polícia de Pipa? Ninguém sabe ninguém viu!

